Pe. Estanislau e o Projeto Noé, na noite de quinta-feira em 17/11/2011 convocaram a reunião às 18,35 mts. com representantes da comunidade para apresentar o Comitê da Copa.
Dessa reunião, saiu as diretrizes seguintes a seguir: Notificação ao Ministério Público, junto com pedido para que se faça uma reunião com as partes envolvidas para se discutir o problema, e a decisão de se fazer um Ato Público.
Ato Público em 12/12/2011
Representantes de movimentos sociais e moradores dos bairros São Cristóvão e Boneca do Iguaçu, em São José dos Pinhais, realizaram no dia 12 de dezembro, um protesto contra a construção de uma trincheira na Rua Arapongas. A obra foi planejada em função da Copa do Mundo de 2014 e prevê a reformulação da rua, facilitando o acesso entre os bairros São Cristóvão e Afonso Pena. Os moradores temem o abalo que poderá sofrer a estrutura da Paróquia São Cristóvão, além de comprometer a mobilidade dos fiéis e das crianças da Escola Padre Pedro Fuss, que será inaugurada no próximo ano.
Faixas, cartazes e gritos de protesto tomaram conta das ruas de São José dos Pinhais, em protesto contra a construção da trincheira na Rua Arapongas, no bairro São Cristóvão (Foto: Camila Camargo)
O ato contou com o apoio do Conselho de Desenvolvimento Social (Projeto Noé), da Rede de Desenvolvimento Local e do Comitê Popular da Copa de Curitiba. O protesto teve início na Paróquia São Cristóvão e seguiu em direção à Prefeitura Municipal. O grupo entregou um dossiê, apontando várias violações de direitos humanos na preparação do país para o Mundial, para o secretário municipal de Governo Miguel Gawloski, que representou o prefeito Ivan Rodrigues. Os manifestantes solicitaram o apoio do poder público para impedir a construção da trincheira.
O documento, produzido pela Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa, está sendo entregue às autoridades nas 12 cidades que sediarão os Jogos e também aos representantes de órgãos de fiscalização, como o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União, e às entidades internacionais, como a Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Miguel explicou que na visão da Prefeitura podem existir outras maneiras de ligar os bairros na região e que esta posição tem sido evidenciada nas reuniões promovidas pela Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec). Atualmente, esta ligação acontece pela Rua Almirante Alexandrino com um semáforo na esquina com a Avenida das Torres, deixando o trânsito lento nas duas vias. A Comec é responsável pelas deliberações sobre a obra que consulta a Prefeitura de São José dos Pinhais para tomar as decisões.
“A prefeitura irá interceder para que essa obra não aconteça se não houver apoio da população. O protesto de vocês é legítimo e vocês podem contar com o nosso apoio no que se refere aos esclarecimentos sobre esta obra”, detalhou o secretário, dirigindo-se ao grupo.
Segundo Thiago Hoshino, integrante do Comitê Popular da Copa de Curitiba, a mobilização social é fundamental nesse momento. “É importante que a população se organize para enfrentar essas ameaças. O nosso objetivo é fazer com que a população fique atenta a todas as questões que envolvem a Copa, que não têm sido divulgadas e nem discutidas”, afirmou.
O protesto seguiu para a Câmara Municipal e terminou na Rua XV de Novembro. O objetivo é que seja realizada uma audiência pública para prestar esclarecimentos à população sobre a obra. Nesse mesmo dia, ocorreu uma reunião em frente à Prefeitura Municipal de Curitiba, no Centro Cívico.
Por Camila Souza de Camargo